quarta-feira, julho 29, 2009

Nem na teórica, quanto mais na prática!

"A literatura sobre Economia da Saúde tem vindo a crescer exponencialmente nos últimos anos, atraindo cada vez mais a atenção dos profissionais de saúde, gestores, políticos e até dos meios de comunicação social" (Pereira, J. (2004). Economia da saúde. Glossário de termos e conceitos (4ª ed.). Lisboa: Associação Portuguesa de Economia da saúde. (Documento de trabalho N.º 1/93). P.5).

terça-feira, julho 28, 2009

Esqueceu-se de falar das suas dívidas?



Oh Santaninha Flopes não esteja "tenso" olhe o coração...olhe os dedos...olhe, já agora, a gravata não está "larga"!

segunda-feira, julho 27, 2009

domingo, julho 26, 2009

Alberto J. Jardim: revolução e violência?

Sinto, amplas vezes, o segredar de um certa revolutio como se tratasse de um «retorno ao ponto de partida». Todavia, suponho que muitas vozes apenas acreditam em golpes irreversíveis. Acabo por perguntar ao meu segredar se essa revolutio se faz acompanhar da imperatriz violência. (silêncio). Esqueço os mediadores e pergunto-lhe: E tu ó violência, és violenta por ti própria? A tua essência de violentia não será o paradoxo? (silêncio). Lembro-me do Senhor Jardim e começo a "declamar": Senhor Jardim que estás na "Mini Cuba da Região Autónoma Madeira" saberás "tu" o que é um «estado totalitário»? Longe de mim associar o Senhor a um «Estado Total» com um monopólio ideológico de topo..No fundo, o Senhor estará sempre abençoado pelo personagem imaginário de Cálicles – é que, como sabe, no Górgias também Cálicles decretava contra Sócrates que era mais vantajoso cometer um injustiça do que sofrê-la (silêncio). Volto a declamar: Senhor Jardim porque acusas Sócrates de "dar cabo de Portugal com a política de Salazar"? (in, http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1393384). Aragon chama lá «o terror do fundo dos teus pulmões», volta - estás perdoado...

sábado, julho 25, 2009

Estamos Fartos e Fartas:




"No Irão morreram mais de 20 pessoas em protesto contra os resultados eleitorais e exigindo mais democracia. As liberdades fundamentais foram suspensas. Nas Honduras, militares golpistas extraditaram o presidente democraticamente eleito. Os protestos já geraram duas vítimas mortais. As liberdades fundamentais foram suspensas. Na China, 140 pessoas morreram em protestos contra a suposta hegemonia de uma etnia. 1400 pessoas foram presas e as liberdades fundamentais foram suspensas.Estamos fartos disto! Estamos fartos de repressões e ditadurices. Estamos fartos de desrespeitos claros aos mais básicos direitos fundamentais. Estamos fartos de ver a liberdade ser suspensa. Estamos fartos de ver a democracia ser adiada em tantos países. Estamos fartos da paz ser constantemente hipotecada. Não pode ser! Estamos fartos e, dentro das possibilidades de cada um, vamos fazer barulho por isso! Temos dito!"
Para não deixar de participar face à iniciativa da ATTAC Portugal: http://www.fartos.net/ e, respondendo à provocação de Ana Paula Fitas em A Nossa Candeia, também eu desafio alguns blogues na tentativa de manter a «chama acesa» pela solidariedade deste motivo. Deixo o repto a:

sexta-feira, julho 24, 2009

Humor negro:
"O Sacana Flopes é Santanético"

Palavras da mamã. Estou ansiosa pela "resposta" do político sedutor a A. Costa..

quinta-feira, julho 23, 2009

"Pssst Pssst" - Onde estão os "circatringintanos"?



Imagem minha, mas sem êxito!Oh Jeune...

quarta-feira, julho 22, 2009

terça-feira, julho 21, 2009

Este estilo de disposição sintáctica das palavras provoca-me impassibilidade:

«Derrida's animuses against determinacy and control can effectively remind us, however, of how emergent within fluid linguistic and cultural practices our own distinctively conceptual-propositional consciousness is. In remind us of this, Derrida can further usefully prod and provoke us toward both new readings and new artistic work, against the grain of any master scheme for the control of culture and cultural expression. His stance here is not so far from Cleanth Brooks' emphasis on accomplished poems as structures of paradox: readable, but dense and self-revising, more dramatic than doctrinal. The poet, as Brooks puts it, "must work by contradiction and qualification" (Eldridge, R. (2003). An introduction to the philosophy of art. United Kingdom: Cambridge University Press. P.140) ».

segunda-feira, julho 20, 2009

Remontar a 2003 - Teatro Nacional São João:

Estava frio e eu confessava ao meu professor de português: "eu não sou amante de qualquer teatro"...Os motivos são vários...mas, o tom da voz, a voz, a voz, a voz, a voz! Também pela "voz" (entre outras coisas) não me vou esquecer daquela "encenação"..até ao dia de hoje, a minha preferida: Castro. Porquê? Porque não esqueci a delicadeza na expressão de Maria de Medeiros quando tornou presente a "lenda" de Inês de Castro, a minha alma ainda hoje estremece a recordar-lhe as palavras: "Castro na boca, Castro na alma, Castro em toda a parte tem ante si presente". Não quero esquecer isto..

Imagem que guardei do guião de leitura.

domingo, julho 19, 2009

Pseudo-pensamento:

É preciso começar por pensar pensamentos pensados. A seguir, é preciso chegar à conclusão que o repensar do pensar pensamentos pensados é apenas plano para um futuro-pensamento proveniente do repensar do pensar pensamentos pensados. Então, o futuro-pensamento proveniente do repensar do pensar pensamentos pensados é um pseudo-pensamento...risos.

sábado, julho 18, 2009

Jogar às escondidas com a "criptografia" de Allan Poe:

"É muito difícil convencer as pessoas da dificuldade que existe para inventar um método de escrita secreta que desafie qualquer investigação" (Poe, E. A. (2002). Criptografia & O Escaravelho de Ouro (Costa, J. Trad.). Lisboa: Guimarães Editores. P.11). É muito trabalhoso perceber que uma escrita oculta vela um pensamento ainda mais secreto... Também haverá "manuais" para pensamentos criptográficos?! Um olor da loucura passou pelos meus sentidos como a investigação passa por alguns métodos. Imaginei a beleza de um "pensamento criptográfico" acompanhado pela escrita - percebi que já me "encontrei com ele" – levantei-me e sorri. Quod scripsi, scripsi....

Imagem disponível em: http://www.bokler.com/pix/eapoe_crypto_ltr_small.jpgn

quinta-feira, julho 16, 2009

Deus vs Onto-teo-logia:




Fim de tarde - não me permiti continuar a ler – estava encadeada com várias fitas cinematográficas que ocorriam no meu pensamento. Desviei o olhar, mas o ensinamento voltou a ecoar-se em mim: "Não significará Deus o outro do ser? Não significará o pensamento significante, à imagem de Deus, o estoiro, a subversão do ser: um de-inter-essamento [des-inter-essement] (uma saída do "essamento" ["essement"]? Irredutível ao Mesmo, não permitirá o outro, numa certa relação (ética), pensar este outro ou este para-além?
A ética, ou seja, não uma simples camada, mas qualquer coisa de mais antigo do que a onto-teo-logia – e de que ela mesma deverá dar conta.
O dotado de sentido não tem necessariamente de ser. O ser pode confirmar o pensamento, mas o pensamento pensa o sentido – o sentido que é exibido pelo ser. Um tal pensamento alarga o desinteresamento.
Opor Deus à onto-teo-logia, é conceber uma nova maneira, uma nova noção de sentido. E é de uma certa relação ética que se pode partir para uma tal procura" (Lévinas, E. (2003). Deus, a morte e o tempo (Bernardo, F. Trad.). Coimbra: Almedina. PP.138-139). Fiquei (re)ligada num certo movimento slow à procura "daquela voz"... a recordação saiu de si: "A ética é o reconhecimento da santidade". Mas, se uma ética da responsabilidade envolver "valores" religiosos, uma religião envolve também "valores" éticos... é-me possível pensar que a ética levinasiana é sempre religiosa?! E qual a intensidade da relação com a religião? Mas, o que é que deve ser "mais ético": as religiões ou a ética que se ocupa do humano enquanto humano? Ética da religião? Religião da ética? Ateus religiosos? Só compreendi: "não matarás"! Enfim, espasmos do pensamento a latejar no latejo rítmico do coração (pode ser que alguma outra jeune em mim me responda)....

Imagem disponível em: http://theworldowner.net/wp-content/uploads/duasfaces.jpg.

quarta-feira, julho 15, 2009

"This is a man's world, this is a man's world - But it wouldn't be nothing, nothing without a woman or a girl":

terça-feira, julho 14, 2009

Um momento hilariante:

Como seria se eu pudesse sentar-me face-a-face com Jean C. Cocteau e perguntar-lhe porque é que Ava L. Gardner "era" (para ele) o animal mais bonito do mundo!?!

segunda-feira, julho 13, 2009

Testamento Vital – Hoje, amanhã ou depois:



«O bastonário da Ordem dos Médicos lamentou hoje o adiamento para a próxima legislatura do diploma sobre os direitos dos doentes a informação e ao consentimento informado, que inclui o testamento vital (...) » in:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=398895. Claro que a decisão foi adiada...é muito melhor "expedir" a pasta – pensar nestas "coisinhas" dá trabalho! Lembre-se, por exemplo, do Parecer 45/CNECV/05: "1. qualquer análise da situação relativa a uma pessoa em Estado Vegetativo Persistente deve ser extremamente cautelosa e partir de um diagnóstico rigoroso sobre o seu estado clínico; 2. a pessoa em Estado Vegetativo Persistente tem direito a cuidados básicos, que incluem a alimentação e hidratação artificiais; 3. toda a decisão sobre o início ou a suspensão de cuidados básicos da pessoa em Estado Vegetativo Persistente deve respeitar a vontade do próprio; 4. a vontade pode ser expressa ou presumida ou manifestada por pessoa de confiança previamente designada por quem se encontra em Estado Vegetativo Persistente. 5. todo o processo de tratamento da pessoa em Estado Vegetativo Persistente deverá envolver toda a equipa médica assim como a família mais próxima e/ou a pessoa de confiança anteriormente indicada e pressupor a disponibilização da informação conveniente a todo o processo decisório, tendo em consideração a vontade reconhecível da pessoa em Estado Vegetativo Persistente nos limites da boa prática médica, e tendo em conta a proporcionalidade dos meios que melhor se adeqúem ao caso concreto. 6. em consequência, não poderão ser aplicadas soluções uniformes às pessoas em Estado Vegetativo Persistente impondo-se pois, uma avaliação criteriosa em cada situação". A verdade é que noutros países há já a prática das directivas antecipadas, testamentos de vida ou desejos previamente expressos sob consulta da legislação especial. Por norma, é necessário que o indivíduo/a esteja de boa "capacidade" (e isto - sim - deveria ser discutido) no momento em que a directiva é escrita. Por isto, pede-se que seja assinada diante do notário e na presença de testemunhas, atribuindo ao documento uma validade que permita ao indivíduo/a a possibilidade de mudar de opinião e, ao mesmo tempo, revogar a directiva. Ora, aquilo que se diz e creio que injustamente, é que em última análise a decisão é do médico (NÃO!) caso não obedeça à directiva, justificando a sua acção em função da evolução da medicina ou perante outros indicadores que provem que o doente iria mudar de opinião. De facto, aqui está um problema, como é que o médico prova que o doente iria mudar de opinião? Se for coerente aquilo que deve dizer-se é que caso o médico suspeite que a vontade manifestada na directiva antecipada não corresponderia à vontade actual, o dever de provar o contrário é do mesmo médico! E, deve dizer-se que esta "obrigação" subsiste em caso do doente "escolher" uma qualquer intervenção ou a recusa da mesma... Isto terá de ser apresentado ao nível do Código Penal. Veja-se mais um exemplo: Convenção sobre os Direitos do Homem e a Biomedicina Art.9.º (Vontade anteriormente manifestada) "A vontade anteriormente manifestada no tocante a uma intervenção médica por um paciente que, no momento da intervenção, não se encontre em condições de expressar a sua vontade, será tomada em conta". Mas enfim, no "direito português" lá vem o velho problema do direito pela autodeterminação; integridade física e moral (coisinhas em que é preciso repensar, mas fala-se como um "dado adquirido"), deixando o velho "problema" do Testamento Vital para amanhã ou depois, quem sabe a navegar por alguma gaveta esquecida e silenciosa...

sábado, julho 11, 2009

Laços por vir:


Ao transpor os "arcos" lembrou-se que: "Era uma rua comprida, com muros altos, amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida que descobria continuava a pulsar e um vento mais morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. Andando um pouco mais ao longo de uma sebe, atravessou os portões do Jardim Botânico" (Lispector, C. (2008). Laços de família - contos (2ª ed.). Viseu:Tipografia Guerra. P.21). Sentia o aroma de um florir meio seco, meio aquoso. Tímida, ela sorria, rendida por uma hipnose de tonalidades, deixou-se penetrar por cruzamentos de alianças. Por momentos ainda resistiu - até perceber que a "entrega" cessava a sede dos seus lábios.

quarta-feira, julho 08, 2009

Redução de "sinistralidade"? Acidentes ao acaso?



A Resolução do Conselho de Ministros n.º 59/2008 aprovou uma estratégia comunitária no período estabelecido entre 2007-2012: «Melhorar a qualidade e a produtividade do trabalho: Estratégia comunitária para a Saúde e a Segurança no trabalho 2007-2012». Ainda assim, é preciso atentar nos dados e causas de acidentes de trabalho mortais (desde o início do ano de 2009 até ao mês de Maio) no sector da construção (por exemplo): 10 mortes por queda em altura; 5 mortes por choque com objectos; 2 mortes por electrocussão; 1 morte por queda de nível. Acidentes ou falta da avaliação de riscos recomendada pela abordagem europeia da segurança e saúde no trabalho (SST)?

terça-feira, julho 07, 2009

Acontecimento perturbador:

Proferi: "Sou frágil como uma pena"...
Uma voz inesperada fundou a analogia: "As penas são uma obra de arte da natureza. São leves, parecem frágeis, mas são magnificas.Completamente impermeáveis e isoladoras - resistem à mais terrível tempestade sem uma única plúmula danificada".

Imagem disponível em: http://3.bp.blogspot.com/_JU3GFupYKok/SaWhn_iUmBI/AAAAAAAAAFo/RuyQg2j8XmU/s320/penas.jpg

domingo, julho 05, 2009

Num lugar ermo:

"Enfim, um pássaro cantou...
Que me diz aquela voz que eu não esperava? Porque ela tem um valor...Eu quero que ela tenha um valor!
Diz-me, naturalmente, que nós somos uns seres muito sensíveis e inquietos, que tudo nos agita. E... ai de nós quando deixarmos de assim ser!
Ai de nós quando cegarmos e ensurdecermos moralmente!
Só de pensar na perfeita indiferença, ou na perfeita serenidade, o coração se me aperta. Penso que será a antecipação da morte.
Mas não é só este pensamento que me aflige. É também o medo de deixar de ser o que julgo ser. E ainda a desconfiança de que o sou muito pouco, isso que sou... que a minha sensibilidade foi sempre pobre e desperdiçada!" Lisboa, I. (1973). Solidão. Lisboa: Portugália Editora (Círculo de Leitores). P.49.
Foto. minha.

sábado, julho 04, 2009

Representação mental ou algo mais...

Será que as "Seguradoras de Saúde" (nos EUA – e não só) ainda não elaboraram uma cláusula para exceptuar "casos de pandemia"?

sexta-feira, julho 03, 2009

Coimbra dos "Doutores":
A tarde começou mal - o caro Senhor Y responsável por não sei quantos cargos no país apresentou-se do seguinte modo: "Boa tarde Eu Sou o Doutor Y...e aí a "soutora" o que é que faz?!". É verdade: torci-me de riso (coitada de mim)! De qualquer modo, não alimento, "abato" e repugno este tipo de abordagem. Ao longo da minha formação base foi escassa a vez que me dirigi a um Docente através do termo: Doutor (a não ser quando era sarcástica - risos)... O termo latino doctoris parece "designar" aquele que ensina (o mestre), mas, neste país, continua a existir a necessidade de uma "auto-afirmação" através de uma "estrutura identitária" parecida com: "Eu Sou o Doutor X"!!! O "grau", o "título", a "denominação honorífica" após a conclusão do curso de Doutoramento vem apenas atestar o final de uma distinta fase académica. Por isto, com toda a admiração, envio a minha palavra ao Professor/a X ou, na melhor das hipótese, ao Caro/a Professor/a Doutor/a X (aquando não é Professor/a endereço-me ao seu primeiro nome que, por sua vez, terminou o curso de Doutoramento - respectivo a uma determinada "hierarquia académica"). (A tarde acabou bem, após lhe dizer : O meu nome é A, formei-me na instituição B, penso C , quero fazer D e, com a sua aprovação, mostrar-lhe-ei E)...Oh "soutor" tanta conversa - em Coimbra é-se Doutor logo no segundo de Faculdade..

quinta-feira, julho 02, 2009

Sinto-me cada vez mais seduzida para ver "debates" da AR com "um balde de pipocas"!

quarta-feira, julho 01, 2009

"Nunca vire as costas a um amigo"

"Para um homem como Hitchcock, que sempre vivera em função do seu trabalho e para ele, uma paragem de actividade significava uma paragem de morte. (...) O homem estava morto, mas não o cineasta, porque os seus filmes, realizados com um cuidado extraordinário, uma paixão exclusivista e uma emotividade extrema dissimulada por uma rara mestria técnica, não mais deixariam de circular, distribuídos por todo o mundo, rivalizando com as novas produções, desafiando a usura do tempo, confirmando a imagem de Jean Cocteau ao falar de Poust: «A sua obra continuava a viver como os relógios no pulso dos soldados mortos» ".Truffant, F. (1987). Hitchcock – diálogo com Truffant (1ª ed., Louro, R. Trad). Lisboa: Publicações Dom Quixote. P.9.