domingo, novembro 28, 2010

Imprevisível
Letra- Ana Zanatti
Música- Luís Oliveira

Imprevisível
De longe em longe um sinal
Lume no céu cinzento
Estranha sensação dentro de mim
Andam nuvens nos meus ideias

Quando eu te passo a minha chama e tu és luz
A fantasia acorda e mim
E a dor parece desmaiar, bem devagar
Mora longe a paz que me seduz
Estará perdida ou irá voltar

Imprevisível
Veneno doce a entrar
Papel de seda a esvoaçar
Anda, vem vestir a minha pele
Faz-te ao mar e entra em mim

Quando a loucura for p’ra nós fundamental
Plantarmos sonhos nos jardins
E a solidão se esconder de nós
Bem devagar
Teremos nós chegado ao fim
Quando o céu for mais azul

elle, desafio-a a procurar pela musicalidade na voz da Mafalda Sacchetti

sábado, novembro 27, 2010

«Triste Sina» na «Ficha do tempo cavaquista»
"O Presidente recandidato falou, também, daquelas que serão as suas prioridades – ser árbitro independente, fomentar o diálogo, promover o bom senso e a serenidade, atuar com discrição, aprofundar a pedagogia dos bons exemplos, falar verdade – e questionou-se sobre a situação em que estaria o País se não fossem os seus alertas, ainda que discretos".
Leia-se: Sapage, S. (2010). «Os anos loucos de Cavaco». Revista Visão. Nº. 921. pp.38-46.

sexta-feira, novembro 26, 2010

quarta-feira, novembro 24, 2010

A Propósito de um Raminho de alecrim
Dia de Greve Geral e as breves páginas, as da «Memética», gritavam no meu pensamento. Não era a tese do Dawkins (sobre a aptidão dos genes) que me estava a incomodar, mas, sim, o raio da analogia entre os memes e a política: "Na área da política, os memes são o prato nosso de cada dia, alimentando as mentes recetivas de muitos que auferem posição segurança e mordomias compatíveis com a sobrevivência, não a biológica, que se faz a outros níveis, mas a cultural, essência da humanidade. Multiplicam-se e propagam-se com uma virulência tal que faz pensar se não estaremos perante uma "imunodeficiência social" propiciadora da propagação de memes menos benéficos"*. Ao findar do dia concluo que afinal não foi uma Greve Geral, foi apenas a persuasão de uns determinados memes…

*Obrigada, Cardoso, S. M. (2009). Raminho de alecrim. Santa Comba Dão: Mar da Palavra. p.53.

terça-feira, novembro 23, 2010

"J' suis pas toute seule à faire semblant..."

segunda-feira, novembro 22, 2010

domingo, novembro 21, 2010

Quero uma "pista" só para mim!

Imagem disponível em: http://midia.iplay.com.br/Imagens/Fotos/004337.jpg

(...)

sábado, novembro 20, 2010

The subject that woke me up:
Mental Manipulation

sexta-feira, novembro 19, 2010

Deslumbrante,
a possibilidade do conto Little Red Riding Hood remontar a 2600 a.C..
«LEMBRA-TE, CORPO…

Corpo, lembra-te não só do quanto foste amado,
não só das camas onde te deitaste,
mas também daqueles desejos que para ti
brilhavam nos olhos abertamente,
e tremiam na voz – e algum
obstáculo casual os frustrou.
Agora que tudo está no passado,
quase parece como se também àqueles
desejos tivesses sido dado – como brilhavam,
lembra-te, nos olhos que para ti olhavam;
como tremiam na voz, para ti, lembra-te, corpo».

Kavafis, K. (2005). Os Poemas (Magalhães, J. M. , Pratsinis, N., Trad. do grego, pref. e nt.). Lisboa: Relógio D'Água. p.193.

quinta-feira, novembro 18, 2010

Com uma admirável admiração, a Jeune transcreve na íntegra:
«Contar, cantar e sonhar
Aprender é um prazer, mas quando os mais jovens nos ensinam, dando verdadeiras lições, então o prazer duplica. Por esta razão, simples, e a propósito de coisas simples – um pouco de filosofia pré socrática, mais propriamente de Anaximandro – uma aluna minha, não médica, levou-me a escrever este texto. Uma forma de lhe agradecer alguns desafios da arte de pensar...
Para a Jeune Dame de Jazz

O seu maior sonho era aprender a contar, a contar números grandes, grandes como o mundo, saber quantas formigas havia dentro daquele buraquito por onde entravam e saíam, poder passar a tarde no rio a contar as pequeninas e fascinantes pedrinhas redondas e também as estrelas do céu, embora lhe tivessem dito que não as devia contar porque provocava cravos, coisa que não lhe metia medo.E começou a contar antes de aprender a ler e a escrever. A princípio até dez, depois, com um pouco mais de dificuldade, chegou aos vinte e a partir daqui verificou que a cantilena era sempre a mesma, passando aos trinta, quarenta, cinquenta e assim sucessivamente até aos cem. Quando chegou aqui sentiu uma satisfação difícil de explicar, ao ponto de dizer, muito orgulhoso, sempre que lhe perguntavam: - Já sabes contar? – Sei sim senhor, até cem! A forma como pronunciava o “cem” era única, porque estava perante um número muito grande, um número mágico, uma prova de que era sabedor.Muitas vezes contava alto, outras contava só para si, dentro da cabeça, mas cantava sempre; uma música muito harmoniosa e que “batia” sempre bem, terminando em um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove e depois rematava com os “entas” após ter ultrapassado o “dez” e o “vinte”. Os “entas” eram entoados como sendo fins de linhas, períodos que duravam um a dois segundos, o tempo suficiente para absorver uma boa fatia de ar para ir até à próxima sequência. Quando chegava aos cem fazia uma pausa maior, profunda, devido ao cansaço. Mas era uma satisfação. Cem!Com o tempo verificou que as sequências dos “entas”, depois do dez e do vinte, tinham um equivalente nos cem, duzentos, trezentos e assim sucessivamente até chegar aos mil. Mil! Mil era coisa de adultos e o menino sentia-se muito feliz, mas custava chegar lá. Demorava muito tempo, mas conseguia. E depois do mil? Depois vinha dois mil, três mil, quatro mil e assim sucessivamente até que de repente começou a pensar que poderia contar sem parar. Chegado a este ponto perguntou aos mais velhos: - Até onde se pode contar? Qual é o maior número? Não lhe responderam, mas fizeram-lhe a seguinte pergunta: - O que é que tu achas? O menino pensou, pensou e depois disse: - Não tem fim! Como é possível não ter fim? Quando é que podemos acabar de contar? Riam-se e não davam respostas. Foi um novo conceito que lhe surgiu na sua cabecita e que o incomodou. Uma pergunta tão simples para a qual ninguém sabia a resposta. Uma coisa pode começar e não acabar. – Também há coisas que nunca começaram? – Coisas que nunca começaram? – Mas estás bom da cabeça? Se nunca começaram não existem! Mas o fedelho, que era esperto que nem um alho, perguntou se não era possível contar ao contrário, do fim para o zero, isto porque aprendeu a contar de forma decrescente, dez, nove, oito, sete, seis, cinco, quatro, três, dois, um, zero!Os adultos entreolhavam-se e não conseguiam dar uma resposta ao garoto, o que para ele era uma tristeza, porque pensava que os adultos sabiam tudo. Afinal não sabem.E agora? Pensava, pensava mas não conseguia encontrar uma resposta. Talvez a dormir consiga, pensou. Assim, à noite, durante o sono, sonhava com muitos algarismos de cores e formas diferentes, pequeninos, grandes, sisudos, brincalhões, irrequietos; eram tantos que não os conseguia contar, estavam sempre a mudar de posição, nunca se mantinham no mesmo lugar e era impossível saber para onde iam. Tentava acalmá-los, pedindo-lhes para ficarem quietinhos e todos ordenados uns ao lado dos outros para que pudesse ver como seria o tal grande número, o maior de todos. Mas qual quê! O três, que era um invejoso, gostava de ser o oito, andava sempre à procura de um espelho ao qual se encostava transformando-se com a sua imagem num oito, algarismo antipático, que parecia ter o rei na barriga. O dois tinha a mania de ser um bailarino e gostava de deslizar como um cisne no lago. O um julgava-se o maior, pensava que era superior a todos os outros; sempre empertigado, de costas direitas, não olhava para nenhum outro; ferrava os olhos no chão, como quem diz, eu sou o primeiro. O quatro pensava que era o polícia; andava sempre de arma ao ombro e queria manter a ordem, mas os outros não o levavam a sério, um fanfarrão que não metia medo a ninguém. O cinco, um brincalhão, sempre com o boné com a pala para trás, gostava de ser ciclista e andava sempre em alta velocidade. O seis era um aldrabão, um fingido, porque umas vezes se punha a olhar para cima e outras fazia o pino, transformando-se no nove. O sete andava sempre aborrecido porque teimavam em o puxar com uma corda a meio. Fartava-se de dizer que não era preciso, mostrando, gentilmente, como era fácil distinguir-se do um, mas este não queria confusões, ele é que era o primeiro e não gostava de ser confundido com mais nenhum outro. O zero, um ai ó linda, andava sempre a rebolar por todos os lados deitando ao chão os outros algarismos que ficavam fulos com ele.O menino tinha a sensação de que ali, no seu sonho, era possível construir o tal número, mas não conseguia lembrar-se quando acordava. Ficava um pouco confuso. Como os seus sonhos eram tão reais começou a pensar se aquilo que via no dia-a-dia não seria fruto da sua imaginação. Se assim fosse, então, no sonho, poderia encontrar e brincar com o que não tem fim e quem sabe se princípio...».
Por Salvador Massano Cardoso, disponível em: http://quartarepublica.blogspot.com/search?q=Contar%2C+cantar+e+sonhar+

quarta-feira, novembro 17, 2010

June and Lula

Dos primórdios da dialéctica
(Parménides) Fragmento 288: "As éguas, que me transportam, tão longe quanto o meu coração alguma vez podia almejar, rapidamente me conduziram, depois de me terem levado e colocado no afamado caminho do deus, que conduz o homem sabedor por todas as cidades. Por esta estrada fui levado, por este caminho os sensatos animais me transportaram, puxando o carro, e donzelas me guiavam. E o eixo, levado ao rubro, nos cubos soltava o silvo de uma siringe, pois de ambos os lados com força era impelido pelas duas bem torneadas rodas, enquanto as filhas do Sol se apresavam por levar-me para a luz, depois de abandonarem a morada da Noite e de com suas mãos terem retirado os véus das cabeças.(…)" (Kirk, G. S., Raven, J. E., Schofield (1994). Os Filósofos Pré- Socráticos (4ªed., Fonseca, C. A. L., Trad.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. p.283).

terça-feira, novembro 16, 2010

"Eu te sinto, em flor/Eu te sofro, em mim"

sábado, novembro 13, 2010

Parece que o François Fillon se demitiu...
Porque será?
Destaque a Fadela Amara
«Ni Putes Ni Soumises»

Jocelyn Pook

quinta-feira, novembro 11, 2010

A responder, perguntando:
O que é "a simbólica" de Freud?
O que é "o simbólico" de Lacan?

«O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras. Estes selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar o carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web».

Agradeço, por isso, a atribuição deste Prémio Dardos aqui ao Tocando Sem Tocar pela Ariel do blogue Cirandando, pela Benjamina do blogue Armazém de pedacinhos e pelo Miguel Gomes Coelho do blogue João Olhos no Mar.

Dando seguimento em:

http://anapaulafitas.blogspot.com

http://5sentidos-cs.blogspot.com/

http://aliceinme.blogspot.com/

http://auladepazcamindemieres.blogspot.com/

http://bloguedasartes.blogspot.com/

http://eudaimoniadesign.wordpress.com/

http://maildeumlouco.blogspot.com/

http://noitevertical.blogspot.com/

http://outrosentido.blogs.sapo.pt/

http://pattieattic.blogspot.com/

http://politeiablogspotcom.blogspot.com/

http://sustentabilidadenaoepalavraeaccao.blogspot.com/

http://voarpreciso.blogspot.com/

terça-feira, novembro 09, 2010

"I Championed the poetry of the patient, Aimée, that Lacan described in his 1932 thesis" (Paul Eluard)

segunda-feira, novembro 08, 2010

Só se for para ditar a velha sentença: "mais vale tarde do que nunca"!

«PJ investiga prescrição irregular de antidepressivos»: "Logo quando anunciou que a portaria iria ser revogada, o Ministério da Saúde alegou a prescrição "pouco racional" de fármacos do foro psiquiátrico em Portugal" (disponível em: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1705839). Isto da prescrição "pouco racional" até me parece um termo simpático para aqueles que prescrevem (a maioria) logo na primeira consulta, mas também agradava que o Ministério da Saúde, além de revogar "a portaria", descrevesse (de uma vez por todas) essas "patologias especiais" que, sem nome, traduzem uns milhares de euros pela indústria farmacêutica! A crise não afectou o aumento (em 22% entre) do consumo de antidepressivos (disponível em: http://dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=1693784&seccao=Sa%FAde).

"Do inconveniente de ter nascido": http://www.asbeiras.pt/2010/11/%E2%80%9Cdo-inconveniente-de-ter-nascido%E2%80%9D/.

domingo, novembro 07, 2010

sexta-feira, novembro 05, 2010

Como é que um filme que é era para se chamar The Soldier's Wife acaba em The Crying Game?

Querida Mãe: Acaso aqueles meus «jeans» não tivessem desaparecido - não teria entrado na Tintoretto… (Tenho dito!).

quinta-feira, novembro 04, 2010

Private Joke

Só para tirar as teimas. "Gostava mesmo" de ouvir a Manuela Ferreira Leite "pronunciar": Ricoeur.

quarta-feira, novembro 03, 2010

Entre o «Tridente» e o «Arpão» foram uns 500 milhões de euros

http://www.esquerda.net/artigo/submarinos-culpa-%E2%80%98n%C3%A3o-morre-solteira%E2%80%99

Quem é que soube ao púlpito da Assembleia da República para ficar tão baixo?

«Este é o seu défice, a sua dívida, a sua culpa», concluiu Aguiar Branco, rematando com o que considera ser a única saída para Sócrates: «Não tem direito de sair pelo seu próprio pé. Vai ter de ser responsabilizado por tudo o que fez e não fez nos últimos anos. Vai ter de passar a vergonha de ser demitido» (disponível em: http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/aguiar-branco-oe2011-orcamento-psd-parlamento-agencia-financeira/1204902-1730.html).

terça-feira, novembro 02, 2010

«Posthumous And Fugitive Poems

On Death

I

Can death be sleep, when life is but a dream,

And scenes of bliss pass as a phantom by?

The transient pleasures as a vision seem,

And yet we think the greatest pain’s to die.

II

How strange it is that man on earth should roam,

And lead a life of woe, but not forsake

His rugged path; nor dare he view alone

His future doom which is but to awake».

Keats, J. (1928). The Poetical Works of John Keats. Oxford: Oxford University Press. p.259.

(Algo me dizia que hoje era dia de voltar ao que dizem ser o «cemitério». Não sabia porquê. (Entretenho-me a procurar pelas "deixas" de possíveis maçons). Caminhei lentamente. Já não estavas ali. Era isso que querias dizer?).