sexta-feira, outubro 09, 2009

Voz e disposição sedutora:

quarta-feira, outubro 07, 2009

Suspensórios provocadores?

Keira Knightley: Chanel's Coco Mademoiselle

Vamos?
The Grapevine/ Casino Royal
TAGV - 8.10.09 - 21:30

terça-feira, outubro 06, 2009

segunda-feira, outubro 05, 2009

B. Pascal,
Porquê pensar com o espírito geométrico ou com o espírito intuitivo? Não permitem ambos lidar com a abstracção?!

domingo, outubro 04, 2009

Escrever com as «vísceras»:

Camilo José Cela diria: "Escrever não é fácil ou difícil, mas possível ou impossível". Na impossibilidade direi: um dia ainda vou saber escrever com as «vísceras». Para lá da cavidade torácica e abdominal, estas «vísceras» transportam uma natureza diferente. É uma natureza estranha e turva, florescendo a cada momento, com as tábuas de argila encontradas no templo de Uruk (3200 a. C.). É uma natureza portadora da reacção tipo ácido-base que se desvela no velar da mensagem, velada pela «escrita dos deuses». É com estas «vísceras» que quero escrever, como se de um phármakon se tratasse...

Imagem disponível em: http://media.photobucket.com/image/escrever%20com%20as%20v%2525C3%2525ADsceras/hormoniosas/EscreverLuisPedro.jpg

quarta-feira, setembro 30, 2009

Paradoxo contínuo:

Como é que, não sendo "católica", o único "livro" que tem permanência na minha mesa de cabeceira é: a Bíblia Sagrada?!

terça-feira, setembro 29, 2009

Parabéns (45 anos):

A Mafalda de Quino

segunda-feira, setembro 28, 2009

Desabafo:

É triste quando, inesperadamente, uma voz conhecida diz: "essa conversa da justiça talvez acabe.. talvez estejas disposta a compactuar/calar com a injustiça quando não tiveres dinheiro para comprar o pão que comes"! Só me ocorreu: "talvez não (...) talvez quando muitos não's se juntarem talvez esse monopólio acabe". Só me ocorrem as palavras de Derrida: "O estar mal de soberano bem". Não ontem, não hoje, não amanhã! E dá vontade de perder a educação, perder o sorriso e ranger os dentes...

Imagem disponível em: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg_B3_6PfL67DQEoghX5_xAQN7PlcJcZDl9vZmzCZnnhd8Hckim5dSe00F7snOYJqcdc9YBqvLYrGHU1HBdQklvkHkmPwYJeiAL82cpidaj-KjPZFbnD0V-2FU-2TT5mcnduynbx3UhKVE/s400/tort.jpg

domingo, setembro 27, 2009

Questão profunda:

" Mana, mas porque é que é tão importante votar? "

sábado, setembro 26, 2009

"Pequenos nadas" à beira das eleições:

sexta-feira, setembro 25, 2009

Confusões teóricas:
Continua a parecer uma problemática (em algumas cabecinhas) a distinção entre Orçamento e Previsão Orçamental. Porém, a distinção fica clara se atribuirmos ao Orçamento: a estimativa para a definição dos fundos iniciais/ fundos de recurso e, também, o custo por cada actividade (aquisição do material, suportes logísticos, tempo gasto por profissionais, etc.). No que diz respeito à Previsão Orçamental deve contemplar-se: as fontes de financiamento, as fontes de financiamento alternativas, os fundos inicias, a contribuição da entidade proponente e o plano de financiamento a longo prazo. Ora, se "tudo" tem aversão em falar/discutir orçamentos, porque não investigar a previsão orçamental? Buracos? Afinal não estamos todos a pedir clareza… (pudera).
Novamente:

quinta-feira, setembro 24, 2009

quarta-feira, setembro 23, 2009

Irão – Realidade Privada:

Nova proibição nas "montras": nem "Gravatas" nem "Lingerie"...

segunda-feira, setembro 21, 2009

domingo, setembro 20, 2009

Est possible un touche qui dépasse le chant et le verb?

"Quand le corps tout entier rayonne et brûle de ce divin contact, il se fait chant et verb, mais ce que de tout lui-même par l'Autre rassemblé et recueilli il chante est cela qu'il ne peut dire, cela qui l'excède infiniment, un excès auquel le toucher même est destiné, et qui dans la plus humble des sensations, dans le moindre contact ici, nous était déjà pour toujours ouvert" (Chrétien J.L. (1992). L’appel et la réponse. Paris: Les Éditions de Minuit. Pp.153-154).

sábado, setembro 19, 2009

Esquecimento democrático à beira da incursão na 7ª política de saúde:

Remontando à primeira política de saúde, entre 1974 - 1979, corresponde à fase optimista e de criação normativa do SNS que em 1976 se tornou universal, geral e gratuito (adoptaram-se medidas que cobrissem a população como a responsabilização financeira e a oficialização dos hospitais). Posteriormente, já na segunda política de saúde, entre 1980 – 1983, parece ter-se sentido um recuo com a tentativa de revogação da Lei do SNS. Ora, na política seguinte, entre 1985 – 1995, apostou-se na aproximação à ideologia de mercado através de medidas como a privatização do financiamento, a articulação das unidades de saúde, a mobilidade profissional e a privatização da prestação, aqui, o SNS passou a ser universal, geral e tendencionalmente gratuito, o mesmo é dizer, que a sociedade passou a assumir parte da responsabilidade financeira: "Aliás, só com a segunda revisão constitucional, em 1989, o primeiro princípio do artigo 64.º passa a ter uma outra redacção: " serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencionalmente gratuito" e, no segundo, se abandona a redacção radical da socialização da medicina e dos sectores médico-medicamentosos (de resto nunca tentada), para se limitar à expressão ambígua de socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos" (Simões, 2005, p.111). Talvez isto tenha sido mote para na quarta política de saúde , entre 1995 – 2002, se tenha retomado os meios do SNS, adicionando meios privados. No meu ver, esta é uma das "etapas políticas" mais interessantes do ponto de vista da gestão. Pegando no exemplo do Hospital de Santa Maria da Feira deu-se um enorme salto ao conciliar-se a gestão pública com a privatização mínima. Nesta última, só as regras de direito são privadas, em vista à aquisição de bens e serviços. É importante que se demonstre e saliente a necessidade desta Gestão, porque infelizmente: "(...) o pressuposto de que Gestão é Gestão de Empresas continua a persistir. É por isso importante afirmar – e fazê-lo bem alto – que a Gestão NÃO é Gestão de Empresas, do mesmo modo que, por exemplo, Medicina não é Obstetrícia" (Drucker, 2000, p.17). Já entre 2002 – 2005 (na quinta política de saúde) começou a pensar-se na eficiência através das parcerias público privadas, mas parece que o governo em vigor se esqueceu de algo bastante importante: "Não se "gerem" pessoas. O objectivo é liderar pessoas. E a meta é tornar produtivos os pontos fortes e o conhecimento específico de cada individuo" (idem, p.29). Desde 2005 que estamos inseridos na sexta política de saúde, aperfeiçoando a eficiência do SNS através de medidas como a venda de medicamentos não sujeitos a receita médica fora das farmácias, o cuidado em unidades de saúde familiar e rede nacional de cuidados continuados integrado. Já "defendi" o SNS por outras bandas, porém, parece que até a possibilidade de uma 7ª política (seria melhor a continuação da 6ª) está ameaçada pela não inclusão num certo programa eleitoral.. Esquecimento da análise de Path dependency?

Fontes:

Druker, P. F. (2000). Desafios da Gestão Para o Século XXI (Correia, G. Trad). Porto: Livraria Civilização Editora.

Simões, J. (2005). Retrato Político da Saúde. Dependência do Percurso e Inovação em Saúde: Da Ideologia ao Desempenho (Campos, A. C. Pref.). Coimbra: Edições Almedina.

sexta-feira, setembro 18, 2009

quarta-feira, setembro 16, 2009

Modelos limitantes:

Ainda existe um grande NÚMERO de "pensadores" (inseridos no modelo bio-médico) a "observar" a doença, se e só se, houver uma alteração dos parâmetros biológicos. Isto fará sentido perante tanta propaganda em torno do risco de adoecer? Incoerência?! E, como é que os médicos só diagnosticam deseases se os doentes sofrem illnesses?

Imagem disponível em: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhzQI3ayH0DE-TAUHvE4vk-KMfYXnJK8MzEiSlm3sQIq5lFsaULJeo2SK64EEnJUCwCxHqcFzQdwSwYzPlN-kkyvByJ5pnxocTczUYKwxe2Yf34c7wOEgO4u4oyhzzYMqLhob66REWKUV4/s400/medico.jpg

terça-feira, setembro 15, 2009

"BIG FOOD"

Como combater a epidemia da obesidade? Será que todos estamos empenhados em responder a esta pergunta?! Kelly Brownell perguntou-se: Porque não se adoptam medidas como a aplicação de impostos aos alimentos com elevadas calorias e baixo valor nutritivo? Porque é que não há (ainda) a obrigação de publicar a composição e carga calórica dos produtos nutricionais, inclusive nos menus dos restaurantes? Movimentos encerrados em prol de uma indústria obscura.. Conclusão: SEM "ÉTICA" - SEM SAÚDE.

segunda-feira, setembro 14, 2009

A propósito da Intolerância:

domingo, setembro 13, 2009

Ficção?

É inevitável o sentimento de vertigem quando as palavras abraçam o pensamento. Não demoro a desvelar-lhe: Meu amigo ou inimigo, já não sei se és ou foste, um livro, folhas ou aquele papagaio de papel (...). Espero na multidão com uma solidão tímida. E, uma secreção perpetuante: "palavras para cobrir uma nudez", faz-me sentir "nua" por cima de todas as roupas. Para uns, uma parede branca, para mim, os fios do cordel.

Fotografia de Ludovic Andral.

sábado, setembro 12, 2009

Palavras por dizer:

"...e farei para ti
leitos de rosas
e mil e um ramos
de mimosas".

(Christopher Marlowe)
Ofensivo?

sexta-feira, setembro 11, 2009

Alerta:
"Avis au peuple sur sa santé"

Tissot 1762 (Chez Duran. Paris)

quinta-feira, setembro 10, 2009

Clamor em silêncio:
Enquadramento clínico:

Claudicação
Tonturas
Dispneia
Fadiga

Imagem disponível em: http://www.biologycorner.com/anatomy/blood/sickle_cell_anemia2.jpg

terça-feira, setembro 08, 2009

Qualidade de vida:

Economia da Saúde com Lévinas...

domingo, setembro 06, 2009

Repercussão:
Discurso pleonástico:

Ontem à noite, em Coimbra, a Dr. Ana Jorge proferiu palavras "sábias" sem discernir as "águas"... "Em Coimbra o SNS foi reestruturado e melhorado, Coimbra é um bom exemplo. Coimbra precisa de quem pense e de quem faça" (isto dito assim, até parece que o "trabalho elaborado" pelo Dr. Carlos Encarnação tem sido benigno)...

sexta-feira, setembro 04, 2009

Após isto:
É preciso reconhecer duas coisas: 1- Temos um novo "departamento" da PJ na tvi; 2- Afinal, a realização cinematográfica em Portugal é "criativa"..
A validade teórica e prática da epidemiologia contemporânea:

Será que a epidemiologia analítica coloca em evidência e analisa as relações existentes entre as doenças e os diferentes factores? Estudos enviesados?
Uma direcção parecida com: Road to NoWhere

quinta-feira, setembro 03, 2009

Políticos de retórica?
Um bom exemplo: Serviço Nacional de Saúde. Quando se fala do SNS, fala-se também de um orçamento de 8,5 mil milhões de euros (aproximadamente). Não houve "partido" capaz de discutir a sua sustentabilidade financeira...

quarta-feira, setembro 02, 2009

Abertura parcial até quando?

« “Mosteiro de Santa Clara-a-Velha reabre para contar a história (por DAVIDE PINHEIRO em 17 Dezembro 2008 ) Coimbra. A recuperação de um edifício histórico

Depois de 17 anos de recuperação, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, abre hoje parcialmente ao público. O edifício foi requalificado, num projecto avaliado em 7,5 milhões de euros, e conta agora com um centro interpretativo que acolhe "a história do sítio", revelou à Lusa o coordenador da intervenção Artur Côrte-Real. "Para além do olhar sobre a beleza plástica do monumento, queremos que os visitantes conheçam este universo riquíssimo associado a Isabel de Aragão e a Inês de Castro" (disponível em: http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1137595) ».

Foto minha

segunda-feira, agosto 31, 2009

"A beleza que não é só minha"

domingo, agosto 30, 2009

As escolas e as radiações electromagnéticas:

Parece que as escolas pedem, com bastante regularidade, pareceres sobre a colocação de antenas de comunicação móveis dentro dos seus espaços. Uma pergunta bastante normal é : “Não será melhor a colocação da antena no outro lado da rua?”. Bem, a radiação electromagnética classifica-se de acordo com a frequência da onda. Só assim sabemos se se trata de uma radiação ionizante ou não ionizante. Na primeira, a radiação tem energia suficiente para ionizar átomos e moléculas, podendo assim, danificar as nossas células (em situação limite pode provocar carcinomas). Na segunda, a radiação não tem energia para alterar a estrutura molecular, dado que tem uma frequência menor ou igual à da luz violeta (ainda assim, pode causar problemas de saúde, a velha história das fotocopiadoras, torradeiras, televisão, candeeiros, etc..). Ora, numa antena de comunicação móvel a 10m de altura (por exemplo), os campos electromagnéticos invadem em todas as direcções, a partir dos 50 a 200m. Se esta é a forma de emissão do sinal, então é preferível a antena dentro da escola e não do outro lado da rua. Todavia, não significa isto que para evitar efeitos na saúde (térmicos e não térmicos) não seja necessária e indispensável a monitorização de radiações electromagnéticas (veja-se em: http://www.lx.it.pt/monit/ ).

sábado, agosto 29, 2009

Adenda ao "post" anterior:

Não deixes de me "inspirar": Panaceia.

sexta-feira, agosto 28, 2009

quinta-feira, agosto 27, 2009

Enigma de filósofos:

Quem é "ele"? Numa mão tende a fantasiar a agremiação do bem à soberania, noutra repensa humildemente o espólio de Platão a Aristóteles a propósito da “aliagem” entre a ontologia, a ética e a política…
Indício: É um filósofo sublime.

quarta-feira, agosto 26, 2009

segunda-feira, agosto 24, 2009

Darwin até quando?


Entre o evolucionismo e o transformismo, em torno duma «luta pela existência», lá se ultrapassou um falso poder da Igreja (afinal parece que o "processo" não é estático e as espécies não são definitivamente as mesmas)...Mas acredita que as gerações futuras seguirão o exemplo da nossa? Acredita que o paradigma da transformação natural não muda?

Imagem disponível em: http://www.lepanto.com.br/Imagens/wDarwin1a.gif

Resistência a uma realidade dual

domingo, agosto 23, 2009

Christian Dior, Yves Saint-Laurent e Pierre Cardin

Cada "Um" trabalhou em torno de uma representação mental/abstracta vinda da corrente existencialista. Não será, por certo, com definições de existencialismo (debitadas em algumas Instituições) em torno de Sartre, Kierkegaard e Heidegger que se consegue estabelecer o paralelo entre o "mundo da moda" e o "mundo filosófico"...

sábado, agosto 22, 2009

A "velha" pergunta perdeu o sentido (se algum dia o teve) com a crise:

"O que queres ser quando fores grande?"
R.: Quero ser trabalhador(a).

quinta-feira, agosto 20, 2009

"Talvez seja uma expectativa frustrada":

A Senhora Leite diz: "Eu tenho uma expectativa muito importante em que as pessoas leiam o programa", todavia a Senhora não faz compromissos em termos económicos, e ainda consegue dizer que tem a imaginação normal... Alguém tem (ou teve em momento algum) expectativa em ler o seu "programa eleitoral"?

quarta-feira, agosto 19, 2009

Portugal:

Mais poluição pontual ou mais poluição difusa?

terça-feira, agosto 18, 2009

A propósito da verdade oculta


O Popper ficou preso a uma concepção de ciência ancorada na experiência e no conceito clássico de verdade! E, mesmo criticando as teses do empirismo lógico, o seu verdadeiro problema foi o de encontrar um critério de demarcação que permitisse definir a fronteira entre ciência e metafísica (esse critério de demarcação é claramente o princípio de falsificabilidade). Ohp... Gosto muito mais do Popeye ficou preso aos espinafres!

segunda-feira, agosto 17, 2009

As francesas invadiram-me o quarto!
Relembrar (M. Montgomery, 2006)

"Mesmo com a compreensão da última função molecular, ou com o genoma humano completamente explicado, o tratamento do doente nunca será uma aplicação da ciência objectiva, impessoal, desligada da relação médico-doente" (in, How Doctors Think). Quererá isto dizer que relativamente à saúde há um "estado processual" onde teremos a procura do equilíbrio entre o indivíduo e o meio ambiente e, ao mesmo tempo, a intervenção sobre os determinantes de saúde para que possamos ir de encontro aos determinantes de saúde "não-médicos"?...

domingo, agosto 16, 2009

Sombria Leogionella Pneumophila

É uma doença de declaração obrigatória e a intervenção é mais técnica do que médica... Esconde-se nos ecossistemas naturais, a bactéria do tipo Legionella tende a crescer nos biofilmes e nos sedimentos existentes, nas superfícies dos lagos, rios e ribeiros. É tenebrosa, consegue desenvolver-se numa temperatura ideal entre os 20° e 50°C, permitindo dois tipos de doença: I – Doença do Legionário (com uma incidência entre 1-5% - afecta diversos órgãos); II – Doença de Pontiac (com uma incidência à volta de 95%). Percebem agora a importância da Carta de Bono? Visa, não só, assegurar a boa qualidade da água de consumo, como também pretende actuar na vigilância de redes em edificações degradadas, elaborando medidas de prevenção. Ora, isto tudo teria tradução num controlo de risco nas redes, por um lado na manutenção (ou seja, na temperatura, no cloro residual livre, na limpeza e desinfecção de acessórios, na inspecção de bons elementos), por outro, na desinfecção (química, térmica, ozono)..

Imagem disponível em: http://bioinfo.bact.wisc.edu/themicrobialworld/Legionella.jpg

sábado, agosto 15, 2009

Para além da tradição de uma lei

Se o terceiro é "condição de possibilidade" da justiça, se a responsabilidade reclama a decisão justa; será a justiça o desejo involuntário da responsabilidade? Faz sentido falar de justiça sem falar de caridade?

sexta-feira, agosto 14, 2009

Alguém me ensina a bem pensar?

quinta-feira, agosto 13, 2009

Acordo Ortográfico:

Ainda não aprendi a escrever (também é verdade) segundo o Novo Acordo Ortográfico. Mas, pensando melhor, o Ministério diz que o Novo Acordo vai continuar transitório este ano lectivo (2009/2010). Isto sim, é um "ATO" de coragem.

Imagem disponível em: http://vialatina.files.wordpress.com/2009/04/acordo_ortografico_tdg1.jpg

quarta-feira, agosto 12, 2009

Imemorialidade de almas submersas

Foto Minha

terça-feira, agosto 11, 2009

«Promessa»

Não penso tudo o que digo, não digo tudo o que penso. E, quando me pergunto se sobre "isto" deverei continuar a pensar "ela" invade-me:

"Esta indecidibilidade própria da palavra como escrita é, aliás, a condição da própria desconstrução: ao mesmo tempo como condição de possibilidade e como destino. A desconstrução é a este preço, declara Derrida: constacta-se nela um poder, uma possibilidade e um limite; mas, este limite, esta finitude o poder e faz pensar, obriga a pensar e escrever ligando a memória da língua, a imemorialidade da sua memória ao porvir ou, por outras palavras, abre o porvir a partir da ficcionalidade (...)" (Derrida, J. (1995). O Outro Cabo (Bernardo, F. Trad. e Intro.). Coimbra: Reitoria da Universidade de Coimbra – A Mar Arte. P. 15).

Vejo-me ali a flutuar com a indecidibilidade na desconstrução de um destino. E, sem perceber porquê, pergunto-me: para que "Cabo" me levas "Tu"?

Imagem disponível em: http://nocturnocomgatos.weblog.com.pt/arquivo/David%20Ho-3.jpg

segunda-feira, agosto 10, 2009

Tudo do avesso:

domingo, agosto 09, 2009

Em Portugal é "assim":


Domingo, dia 9 de Agosto - 18h. A Quinta da Sobreira estava silenciosa e eu pensava (sim, às vezes também penso): Como é que na Constituição de 1822 se pode ler que: "(...) as Cortes e o Governo terão particular cuidado da fundação, conservação e aumento de casas da misericórdia e de hospitais civis e militares", mas a Saúde enquanto "entidade autónoma" só apareceu na Constituição de 1976? Existiu tempo para a reforma de 1899, para a reforma de 1945/46 e até para a de 1971. Nas (6) Políticas de Saúde entre 1974 e 2005 houve tempo para avançar e recuar. Por fim, pensei: É, em Portugal é assim...

sábado, agosto 08, 2009

II

O Mickey acabou de me fazer um ultimatum: "Vês a minha orelhinha direita? Está inerte! Vês?! Vá, agora vai buscar o gel!" Três meses e já resmunga...

I
Pensando bem - mais do que uma "petição"!

sexta-feira, agosto 07, 2009

Sentindo a "música"

O meu riso vai para: Husserl! Imagino o ecoar de um «Dó m» e o pensamento de Husserl aparece. É um pesadelo! Se lhe der ouvidos o "eco" deixa de existir para dar lugar a uma retenção própria da minha consciência. É por isto que não há entendimento entre nós! Este "atarantado" aproveita-se do som de um modo analítico para descrever uma espécie de encadeamento continuo de sons. Pobre melodia, estaticamente estática..

quinta-feira, agosto 06, 2009

Saudades:
O que é "ter saudades" de alguém que não se "conhece"?

quarta-feira, agosto 05, 2009

Angústia desesperante:


Imagem disponível em: http://www.lolcats.com/view/13454/

terça-feira, agosto 04, 2009

Pensamento do dia: "pós - contemporaneidade" para quando?

Foto de Cig Harvey

segunda-feira, agosto 03, 2009

Ironia:

Simulas a ignorância,
Interrogas a contradição;
No navegar da noite és Maiêutica,
Ao longo do dia és subjectivismo estético;
Quando estás "só" - pela tua singularidade - serás a recusa da abstracção...

Imagem disponível em: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjU2JVAeG9xAPbYMXk1YiLKi-tb3f-DZndp8b4uCyPEZKmmcO5q6VVcLPFZxFrW9l62zmkjFzJGdd2PHCiIFqeF3HinhRyMcGpfFDAjj0Ioy4Dvd50hZEsh1yBgGVI8RwcALR1ULvVn-FM/s400/sem+t%C3%ADtulo.bmp

"Hey, Summer Sun/You always smile":

domingo, agosto 02, 2009

Leibniz:
Um «futuro contingente» ou um «futuro imprevisível»?

sábado, agosto 01, 2009

"Talvez haja verdade nesta ilusão":
Mais um "trocadilho": Illudere – enganar ou errar? Até que ponto a "ilusão" compromete a investigação? Todos andaram "perdidos", mas pensaram: Platão - uma ilusão como cópia do real; Descartes – um erro que se encontra na formulação dum juízo; Espinosa - um antropocentrismo que tem por base a ilusão; Kant – uma razão que nos leva à ilusão (transcendental); Nietzsche – uma arte a pensar na ilusão; Freud – uma religião como uma ilusão... Porquê o assassínio da boa "ilusão"?! Sem "ilusão" haverá reflexão crítica...? Ex. Senhora M. F. Leite permita-me pensar na "ilusão" enquanto a Senhora adquire desculpas para o Erro...

quarta-feira, julho 29, 2009

Nem na teórica, quanto mais na prática!

"A literatura sobre Economia da Saúde tem vindo a crescer exponencialmente nos últimos anos, atraindo cada vez mais a atenção dos profissionais de saúde, gestores, políticos e até dos meios de comunicação social" (Pereira, J. (2004). Economia da saúde. Glossário de termos e conceitos (4ª ed.). Lisboa: Associação Portuguesa de Economia da saúde. (Documento de trabalho N.º 1/93). P.5).

terça-feira, julho 28, 2009

Esqueceu-se de falar das suas dívidas?



Oh Santaninha Flopes não esteja "tenso" olhe o coração...olhe os dedos...olhe, já agora, a gravata não está "larga"!

segunda-feira, julho 27, 2009

A "outra" diz: Os que fazem Salsichas detêm muito poder

L.Lobo: especialmente para ti.

domingo, julho 26, 2009

Alberto J. Jardim: revolução e violência?

Sinto, amplas vezes, o segredar de um certa revolutio como se tratasse de um «retorno ao ponto de partida». Todavia, suponho que muitas vozes apenas acreditam em golpes irreversíveis. Acabo por perguntar ao meu segredar se essa revolutio se faz acompanhar da imperatriz violência. (silêncio). Esqueço os mediadores e pergunto-lhe: E tu ó violência, és violenta por ti própria? A tua essência de violentia não será o paradoxo? (silêncio). Lembro-me do Senhor Jardim e começo a "declamar": Senhor Jardim que estás na "Mini Cuba da Região Autónoma Madeira" saberás "tu" o que é um «estado totalitário»? Longe de mim associar o Senhor a um «Estado Total» com um monopólio ideológico de topo..No fundo, o Senhor estará sempre abençoado pelo personagem imaginário de Cálicles – é que, como sabe, no Górgias também Cálicles decretava contra Sócrates que era mais vantajoso cometer um injustiça do que sofrê-la (silêncio). Volto a declamar: Senhor Jardim porque acusas Sócrates de "dar cabo de Portugal com a política de Salazar"? (in, http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1393384). Aragon chama lá «o terror do fundo dos teus pulmões», volta - estás perdoado...

sábado, julho 25, 2009

Estamos Fartos e Fartas:




"No Irão morreram mais de 20 pessoas em protesto contra os resultados eleitorais e exigindo mais democracia. As liberdades fundamentais foram suspensas. Nas Honduras, militares golpistas extraditaram o presidente democraticamente eleito. Os protestos já geraram duas vítimas mortais. As liberdades fundamentais foram suspensas. Na China, 140 pessoas morreram em protestos contra a suposta hegemonia de uma etnia. 1400 pessoas foram presas e as liberdades fundamentais foram suspensas.Estamos fartos disto! Estamos fartos de repressões e ditadurices. Estamos fartos de desrespeitos claros aos mais básicos direitos fundamentais. Estamos fartos de ver a liberdade ser suspensa. Estamos fartos de ver a democracia ser adiada em tantos países. Estamos fartos da paz ser constantemente hipotecada. Não pode ser! Estamos fartos e, dentro das possibilidades de cada um, vamos fazer barulho por isso! Temos dito!"
Para não deixar de participar face à iniciativa da ATTAC Portugal: http://www.fartos.net/ e, respondendo à provocação de Ana Paula Fitas em A Nossa Candeia, também eu desafio alguns blogues na tentativa de manter a «chama acesa» pela solidariedade deste motivo. Deixo o repto a:

sexta-feira, julho 24, 2009

Humor negro:
"O Sacana Flopes é Santanético"

Palavras da mamã. Estou ansiosa pela "resposta" do político sedutor a A. Costa..

quinta-feira, julho 23, 2009

"Pssst Pssst" - Onde estão os "circatringintanos"?



Imagem minha, mas sem êxito!Oh Jeune...

quarta-feira, julho 22, 2009

Enigmas da ciência?

terça-feira, julho 21, 2009

Este estilo de disposição sintáctica das palavras provoca-me impassibilidade:

«Derrida's animuses against determinacy and control can effectively remind us, however, of how emergent within fluid linguistic and cultural practices our own distinctively conceptual-propositional consciousness is. In remind us of this, Derrida can further usefully prod and provoke us toward both new readings and new artistic work, against the grain of any master scheme for the control of culture and cultural expression. His stance here is not so far from Cleanth Brooks' emphasis on accomplished poems as structures of paradox: readable, but dense and self-revising, more dramatic than doctrinal. The poet, as Brooks puts it, "must work by contradiction and qualification" (Eldridge, R. (2003). An introduction to the philosophy of art. United Kingdom: Cambridge University Press. P.140) ».

segunda-feira, julho 20, 2009

Remontar a 2003 - Teatro Nacional São João:

Estava frio e eu confessava ao meu professor de português: "eu não sou amante de qualquer teatro"...Os motivos são vários...mas, o tom da voz, a voz, a voz, a voz, a voz! Também pela "voz" (entre outras coisas) não me vou esquecer daquela "encenação"..até ao dia de hoje, a minha preferida: Castro. Porquê? Porque não esqueci a delicadeza na expressão de Maria de Medeiros quando tornou presente a "lenda" de Inês de Castro, a minha alma ainda hoje estremece a recordar-lhe as palavras: "Castro na boca, Castro na alma, Castro em toda a parte tem ante si presente". Não quero esquecer isto..

Imagem que guardei do guião de leitura.

domingo, julho 19, 2009

Pseudo-pensamento:

É preciso começar por pensar pensamentos pensados. A seguir, é preciso chegar à conclusão que o repensar do pensar pensamentos pensados é apenas plano para um futuro-pensamento proveniente do repensar do pensar pensamentos pensados. Então, o futuro-pensamento proveniente do repensar do pensar pensamentos pensados é um pseudo-pensamento...risos.

sábado, julho 18, 2009

Jogar às escondidas com a "criptografia" de Allan Poe:

"É muito difícil convencer as pessoas da dificuldade que existe para inventar um método de escrita secreta que desafie qualquer investigação" (Poe, E. A. (2002). Criptografia & O Escaravelho de Ouro (Costa, J. Trad.). Lisboa: Guimarães Editores. P.11). É muito trabalhoso perceber que uma escrita oculta vela um pensamento ainda mais secreto... Também haverá "manuais" para pensamentos criptográficos?! Um olor da loucura passou pelos meus sentidos como a investigação passa por alguns métodos. Imaginei a beleza de um "pensamento criptográfico" acompanhado pela escrita - percebi que já me "encontrei com ele" – levantei-me e sorri. Quod scripsi, scripsi....

Imagem disponível em: http://www.bokler.com/pix/eapoe_crypto_ltr_small.jpgn

quinta-feira, julho 16, 2009

Deus vs Onto-teo-logia:




Fim de tarde - não me permiti continuar a ler – estava encadeada com várias fitas cinematográficas que ocorriam no meu pensamento. Desviei o olhar, mas o ensinamento voltou a ecoar-se em mim: "Não significará Deus o outro do ser? Não significará o pensamento significante, à imagem de Deus, o estoiro, a subversão do ser: um de-inter-essamento [des-inter-essement] (uma saída do "essamento" ["essement"]? Irredutível ao Mesmo, não permitirá o outro, numa certa relação (ética), pensar este outro ou este para-além?
A ética, ou seja, não uma simples camada, mas qualquer coisa de mais antigo do que a onto-teo-logia – e de que ela mesma deverá dar conta.
O dotado de sentido não tem necessariamente de ser. O ser pode confirmar o pensamento, mas o pensamento pensa o sentido – o sentido que é exibido pelo ser. Um tal pensamento alarga o desinteresamento.
Opor Deus à onto-teo-logia, é conceber uma nova maneira, uma nova noção de sentido. E é de uma certa relação ética que se pode partir para uma tal procura" (Lévinas, E. (2003). Deus, a morte e o tempo (Bernardo, F. Trad.). Coimbra: Almedina. PP.138-139). Fiquei (re)ligada num certo movimento slow à procura "daquela voz"... a recordação saiu de si: "A ética é o reconhecimento da santidade". Mas, se uma ética da responsabilidade envolver "valores" religiosos, uma religião envolve também "valores" éticos... é-me possível pensar que a ética levinasiana é sempre religiosa?! E qual a intensidade da relação com a religião? Mas, o que é que deve ser "mais ético": as religiões ou a ética que se ocupa do humano enquanto humano? Ética da religião? Religião da ética? Ateus religiosos? Só compreendi: "não matarás"! Enfim, espasmos do pensamento a latejar no latejo rítmico do coração (pode ser que alguma outra jeune em mim me responda)....

Imagem disponível em: http://theworldowner.net/wp-content/uploads/duasfaces.jpg.

quarta-feira, julho 15, 2009

"This is a man's world, this is a man's world - But it wouldn't be nothing, nothing without a woman or a girl":

terça-feira, julho 14, 2009

Um momento hilariante:

Como seria se eu pudesse sentar-me face-a-face com Jean C. Cocteau e perguntar-lhe porque é que Ava L. Gardner "era" (para ele) o animal mais bonito do mundo!?!

segunda-feira, julho 13, 2009

Testamento Vital – Hoje, amanhã ou depois:



«O bastonário da Ordem dos Médicos lamentou hoje o adiamento para a próxima legislatura do diploma sobre os direitos dos doentes a informação e ao consentimento informado, que inclui o testamento vital (...) » in:http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=62&id_news=398895. Claro que a decisão foi adiada...é muito melhor "expedir" a pasta – pensar nestas "coisinhas" dá trabalho! Lembre-se, por exemplo, do Parecer 45/CNECV/05: "1. qualquer análise da situação relativa a uma pessoa em Estado Vegetativo Persistente deve ser extremamente cautelosa e partir de um diagnóstico rigoroso sobre o seu estado clínico; 2. a pessoa em Estado Vegetativo Persistente tem direito a cuidados básicos, que incluem a alimentação e hidratação artificiais; 3. toda a decisão sobre o início ou a suspensão de cuidados básicos da pessoa em Estado Vegetativo Persistente deve respeitar a vontade do próprio; 4. a vontade pode ser expressa ou presumida ou manifestada por pessoa de confiança previamente designada por quem se encontra em Estado Vegetativo Persistente. 5. todo o processo de tratamento da pessoa em Estado Vegetativo Persistente deverá envolver toda a equipa médica assim como a família mais próxima e/ou a pessoa de confiança anteriormente indicada e pressupor a disponibilização da informação conveniente a todo o processo decisório, tendo em consideração a vontade reconhecível da pessoa em Estado Vegetativo Persistente nos limites da boa prática médica, e tendo em conta a proporcionalidade dos meios que melhor se adeqúem ao caso concreto. 6. em consequência, não poderão ser aplicadas soluções uniformes às pessoas em Estado Vegetativo Persistente impondo-se pois, uma avaliação criteriosa em cada situação". A verdade é que noutros países há já a prática das directivas antecipadas, testamentos de vida ou desejos previamente expressos sob consulta da legislação especial. Por norma, é necessário que o indivíduo/a esteja de boa "capacidade" (e isto - sim - deveria ser discutido) no momento em que a directiva é escrita. Por isto, pede-se que seja assinada diante do notário e na presença de testemunhas, atribuindo ao documento uma validade que permita ao indivíduo/a a possibilidade de mudar de opinião e, ao mesmo tempo, revogar a directiva. Ora, aquilo que se diz e creio que injustamente, é que em última análise a decisão é do médico (NÃO!) caso não obedeça à directiva, justificando a sua acção em função da evolução da medicina ou perante outros indicadores que provem que o doente iria mudar de opinião. De facto, aqui está um problema, como é que o médico prova que o doente iria mudar de opinião? Se for coerente aquilo que deve dizer-se é que caso o médico suspeite que a vontade manifestada na directiva antecipada não corresponderia à vontade actual, o dever de provar o contrário é do mesmo médico! E, deve dizer-se que esta "obrigação" subsiste em caso do doente "escolher" uma qualquer intervenção ou a recusa da mesma... Isto terá de ser apresentado ao nível do Código Penal. Veja-se mais um exemplo: Convenção sobre os Direitos do Homem e a Biomedicina Art.9.º (Vontade anteriormente manifestada) "A vontade anteriormente manifestada no tocante a uma intervenção médica por um paciente que, no momento da intervenção, não se encontre em condições de expressar a sua vontade, será tomada em conta". Mas enfim, no "direito português" lá vem o velho problema do direito pela autodeterminação; integridade física e moral (coisinhas em que é preciso repensar, mas fala-se como um "dado adquirido"), deixando o velho "problema" do Testamento Vital para amanhã ou depois, quem sabe a navegar por alguma gaveta esquecida e silenciosa...

domingo, julho 12, 2009

sábado, julho 11, 2009

Laços por vir:


Ao transpor os "arcos" lembrou-se que: "Era uma rua comprida, com muros altos, amarelos. Seu coração batia de medo, ela procurava inutilmente reconhecer os arredores, enquanto a vida que descobria continuava a pulsar e um vento mais morno e mais misterioso rodeava-lhe o rosto. Ficou parada olhando o muro. Enfim pôde localizar-se. Andando um pouco mais ao longo de uma sebe, atravessou os portões do Jardim Botânico" (Lispector, C. (2008). Laços de família - contos (2ª ed.). Viseu:Tipografia Guerra. P.21). Sentia o aroma de um florir meio seco, meio aquoso. Tímida, ela sorria, rendida por uma hipnose de tonalidades, deixou-se penetrar por cruzamentos de alianças. Por momentos ainda resistiu - até perceber que a "entrega" cessava a sede dos seus lábios.

quinta-feira, julho 09, 2009

«The truth is we were too young»

Petição pela Coerência:

quarta-feira, julho 08, 2009

Redução de "sinistralidade"? Acidentes ao acaso?



A Resolução do Conselho de Ministros n.º 59/2008 aprovou uma estratégia comunitária no período estabelecido entre 2007-2012: «Melhorar a qualidade e a produtividade do trabalho: Estratégia comunitária para a Saúde e a Segurança no trabalho 2007-2012». Ainda assim, é preciso atentar nos dados e causas de acidentes de trabalho mortais (desde o início do ano de 2009 até ao mês de Maio) no sector da construção (por exemplo): 10 mortes por queda em altura; 5 mortes por choque com objectos; 2 mortes por electrocussão; 1 morte por queda de nível. Acidentes ou falta da avaliação de riscos recomendada pela abordagem europeia da segurança e saúde no trabalho (SST)?

terça-feira, julho 07, 2009

Acontecimento perturbador:

Proferi: "Sou frágil como uma pena"...
Uma voz inesperada fundou a analogia: "As penas são uma obra de arte da natureza. São leves, parecem frágeis, mas são magnificas.Completamente impermeáveis e isoladoras - resistem à mais terrível tempestade sem uma única plúmula danificada".

Imagem disponível em: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjz_C09kOyT_tmG9zzrCqDUKc-St1vd9PCEFPyDqD7Qao1s03SxyN1EJOfcdC6CaH_ftY2gFMa0fBRZUa1VbPGwMcB8F99ckhUEzXpFyB4KAjeXb_S3iXmSTf2ZexwBA2c6m6e1fz6GJoY/s320/penas.jpg

segunda-feira, julho 06, 2009

domingo, julho 05, 2009

Num lugar ermo:

"Enfim, um pássaro cantou...
Que me diz aquela voz que eu não esperava? Porque ela tem um valor...Eu quero que ela tenha um valor!
Diz-me, naturalmente, que nós somos uns seres muito sensíveis e inquietos, que tudo nos agita. E... ai de nós quando deixarmos de assim ser!
Ai de nós quando cegarmos e ensurdecermos moralmente!
Só de pensar na perfeita indiferença, ou na perfeita serenidade, o coração se me aperta. Penso que será a antecipação da morte.
Mas não é só este pensamento que me aflige. É também o medo de deixar de ser o que julgo ser. E ainda a desconfiança de que o sou muito pouco, isso que sou... que a minha sensibilidade foi sempre pobre e desperdiçada!" Lisboa, I. (1973). Solidão. Lisboa: Portugália Editora (Círculo de Leitores). P.49.
Foto. minha.

sábado, julho 04, 2009

Representação mental ou algo mais...

Será que as "Seguradoras de Saúde" (nos EUA – e não só) ainda não elaboraram uma cláusula para exceptuar "casos de pandemia"?

sexta-feira, julho 03, 2009

Coimbra dos "Doutores":
A tarde começou mal - o caro Senhor Y responsável por não sei quantos cargos no país apresentou-se do seguinte modo: "Boa tarde Eu Sou o Doutor Y...e aí a "soutora" o que é que faz?!". É verdade: torci-me de riso (coitada de mim)! De qualquer modo, não alimento, "abato" e repugno este tipo de abordagem. Ao longo da minha formação base foi escassa a vez que me dirigi a um Docente através do termo: Doutor (a não ser quando era sarcástica - risos)... O termo latino doctoris parece "designar" aquele que ensina (o mestre), mas, neste país, continua a existir a necessidade de uma "auto-afirmação" através de uma "estrutura identitária" parecida com: "Eu Sou o Doutor X"!!! O "grau", o "título", a "denominação honorífica" após a conclusão do curso de Doutoramento vem apenas atestar o final de uma distinta fase académica. Por isto, com toda a admiração, envio a minha palavra ao Professor/a X ou, na melhor das hipótese, ao Caro/a Professor/a Doutor/a X (aquando não é Professor/a endereço-me ao seu primeiro nome que, por sua vez, terminou o curso de Doutoramento - respectivo a uma determinada "hierarquia académica"). (A tarde acabou bem, após lhe dizer : O meu nome é A, formei-me na instituição B, penso C , quero fazer D e, com a sua aprovação, mostrar-lhe-ei E)...Oh "soutor" tanta conversa - em Coimbra é-se Doutor logo no segundo de Faculdade..

quinta-feira, julho 02, 2009

Sinto-me cada vez mais seduzida para ver "debates" da AR com "um balde de pipocas"!

quarta-feira, julho 01, 2009

"Nunca vire as costas a um amigo"

"Para um homem como Hitchcock, que sempre vivera em função do seu trabalho e para ele, uma paragem de actividade significava uma paragem de morte. (...) O homem estava morto, mas não o cineasta, porque os seus filmes, realizados com um cuidado extraordinário, uma paixão exclusivista e uma emotividade extrema dissimulada por uma rara mestria técnica, não mais deixariam de circular, distribuídos por todo o mundo, rivalizando com as novas produções, desafiando a usura do tempo, confirmando a imagem de Jean Cocteau ao falar de Poust: «A sua obra continuava a viver como os relógios no pulso dos soldados mortos» ".Truffant, F. (1987). Hitchcock – diálogo com Truffant (1ª ed., Louro, R. Trad). Lisboa: Publicações Dom Quixote. P.9.